ATENA DAEMI Irão

Agrupamento de Escolas Dr. Vieira de Carvalho

Tal como tantas outras pessoas, Atena Daemi sonha com o fim da pena de morte no Irão: fez publicações no Facebook e no Twitter a criticar o recorde de execuções do país, distribuiu panfletos e participou num protesto pacífico contra a execução de uma jovem mulher, entre outras ações. Ações simples, mas que, no Irão, requerem muita coragem. Inacreditavelmente estas atividades foram referidas como “provas” de atividade criminal e foi condenada a sete anos de prisão. O seu julgamento foi vergonhoso, já que demorou somente 15 minutos e foi condenada no âmbito de acusações falsas, incluindo “reunião e conspiração para crimes contra a segurança nacional”. O tratamento cruel a que tem sido submetida é mais um exemplo amargo da intensa repressão exercida a pessoas que defendem que o Irão deve tornar-se num país mais justo. Dezenas de pessoas estão presas e muitas outras são alvo de vigilância, interrogatórios, perseguições e forçadas a permanecerem em silêncio. A situação é dramática: foi agredida fisicamente com gás pimenta, forçada a ficar em solitária e no inicio de 2018 fez greve de fome para protestar contra a sua transferência para uma conhecida e violenta prisão. A sua saúde deteriorouse significativamente. Atena já sofreu demasiado, mas não desiste e continua a lutar pelos direitos humanos.

Apelamos às autoridades iranianas para que Atena Daemi seja liberta imediata e incondicionalmente.

ATENA DAEMI

 

 

Em causa: Defensora de direitos humanos;

abolição da pena de morte; liberdade de

expressão; liberdade de reunião; tortura;

julgamento injusto

PRESA POR MANIFESTAR-SE

CONTRA A PENA DE MORTE